A LABRE, O RADIOAMADORISMO E OS SEUS PROBLEMAS

ARMANDO CEZAR BEZERRA - PR7LBV

 

Foi por demais proveitosa a reunião do Conselho Diretor da Confederação Brasileira de Radioamadorismo - LABRE, realizada em Brasília-DF, no período de 22 a 25 de novembro de 2001, conforme relatos dos nossos colegas Murilo Martins Ferreira - PR7AYE e Ivo Severiano Alves - PR7IVO, que representaram a Federação Paraibana de Radioamadorismo - LABRE/PB no referido conclave.

Na parte relacionada com “Assuntos Gerais”, constante da ordem dos trabalhos, mereceram elogios dos representantes de quase todos os estados brasileiros, alí reunidos, as exposições, feitas pelos citados companheiros, sobre as atividades que vêm sendo desenvolvidas na LABRE/PB, destacando-se as demonstrações públicas de radioamadorismo, realizadas em 05 de maio e nos dias 03 e 04 de novembro deste ano, as primeiras, nas imediações do busto de Tamandaré, na Praia de Tambaú, no Dia das Comunicações e, as últimas, na Praia da Penha, dentro das comemorações da Semana do Radioamador. Tudo isso foi mostrado através de fotografias, inclusive sobre outras promoções feitas pelos colegas de Guarabira, como o Conteste WW que tanto sucesso alcançou.

Ainda sobre a reunião em tela, o colega Rodrigo Octávio - PT2NJ, fez um relatório no qual destacou a presença alí do Cel. Paulo Roberto Cavalcanti Mourão Crespo, assessor da Secretaria Nacional de Defesa Civil e o anúncio feito por este da publicação, no Diário Oficial da União, da Portaria nº. 302, de 24 de outubro de 2001, sobre a criação da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores - RENER. Sobre o pronunciamento do Cel. Paulo Roberto, o companheiro Rodrigo Octávio reportou que “ele foi suficientemente capaz de ressaltar, para todos os que compareceram a este encontro, de forma inequívoca e transparente, o nível qualificativo da nova realidade social defrontada pela figura do radioamador, face à criação da RENER e que despertou no seu âmago, para a vivência do presente, as sutilezas dos sonhos de há muito acalentados por todos aqueles que se encontravam e se encontram engajados na missão gloriosa de servir, onde o sentido maior é o reconhecimento do mérito dos seus próprios valores, das suas convicções, das suas virtudes e das suas supremas aspirações, que se perfilam, de forma arraigada, nos princípios e na crença realística ditada pela máxima de que QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR, NÃO SERVE PARA VIVER.

 A Portaria citada, de certo modo, veio resgatar o reconhecimento das autoridades governamentais sobre a importância do radioamadorismo que, para muitos, já parecia fanada. Indiscutivelmente, esse serviço, a despeito do desenvolvimento extraordinário que tem se operado no setor das telecomunicações, ainda constitui uma necessidade, mormente num país de dimensões continentais como o nosso, quando são imensas as áreas sem quaisquer meios de comunicação. Ao nos referirmos ao termo “resgatar”, o fazemos porque, de certa época à esta parte, o radioamadorismo brasileiro vem sendo relegado por essas autoridades pois, ao invés de prestigiarem esse serviço e a entidade que congrega os seus participantes, vêm agindo de forma diferente, sem qualquer respeito ao seu passado, como pioneiros dos meios de comunicação e verdadeiros artífices de tudo o que existe nesse campo. Apesar do tempo decorrido, ainda não nos esquecemos do golpe arrasador, perpetrado contra a LABRE, pela Portaria nº. 913, de 12 de junho de 1985, do Ministério das Comunicações, que trata da desvinculação do radioamador da referida Instituição. Antes, o associado radioamador, eliminado dos seus quadros, por falta de pagamento ou por um motivo qualquer, implicitamente tinha a sua licença cassada. Agora, o permissionário não tem qualquer obrigatoriedade de se filiar à LABRE ou a qualquer outro órgão.

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